Eis o grande abismo entre nós


Tu se lembras do teu verdadeiro propósito? Esquecer um indivíduo que faz meus tecidos ósseos se extirparem. É a ele, que deves responder.
Qualquer coisa é outra.
É a ele que deve cada batimento medíocre que dá. Tudo é distração. Mera confusão. Doença de abstinência de afeição. Carência.
É a ele que teu corpo responde a voz, cheiro. Que sentes a presença de longe. Que tu bates instável, que explode de vontade.
Que tem medo do olhar. De tocar, pois isso iria me quebrar em mil pedaços miseráveis.
Não tente mudar. Não tente mudar a verdade.
É a ele que teu destino está ligado. Vida, amor, paixão, tudo entrelaçado.
A verdade é que a alma que carrego vaga pra vê-lo toda noite assim que durmo.
A verdade é que eu sempre amarei. Sempre esperarei.
Quando ele parte, tu partes. Quando ele chora, tu choras. Quando ele morre, tu morres.
Interligados por um fio inexistente, apenas imaginado pela minha atormentada mente.
Eu amo. Eu desejo. Eu te quero aqui. Sempre quis. Guardo teu lugar no sofá vazio, na cama intocada. Guardo-me pra você, pois o melhor de mim, só há de ser teu. Por isso, mato cada célula que insiste em fazer coisas que me levem pra longe de ti.
Não pode, não deve. O coração não deixa.
Me trás conforto, me abraça forte e me fala que a barreira entre nós será derrubada.
Fales-me que ama. Fales-me que sente.
Quero tua pele na minha, teu corpo sobre o meu, nossos lábios se consumindo lentamente.
Tu és amor pra toda uma vida.
E nada – absolutamente nada- irá mudar isso.
Vós soeis a parte linda e florida do meu eterno coração poeta.
Vós soeis a parte do querer viver.
Quero-te. Quero.
Ah, como te quero guri.
Se soubesses o que penso em silêncio.
Se soubesses o amor que compartilho com o vento – as palavras que nunca saíram da minha boca quando estou perto de ti – saberia a quem vós deveríeis amar.
Não, não te culpo.
Sei bem como é.
Só amo-te e te quero absurdamente. 

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