Ela só dores




E o que ninguém sabia, era que essa moça bordava flores no coração para ver se ficava doce. As flores apodreciam, morriam, derretiam. Mas, ah, que dor.
E o que ninguém sabia, é que ela ficava sentada no sofá, batendo os pés numa espécie de ''tique nervoso'' enquanto teus olhos percorriam as paredes brancas da sala, procurando qualquer vestígio de você.
Oculto. Pensamentos ocultos viravam poesia, sentimentos corrompidos  se interrompiam.
Café esfriava, cigarro queimava. 

E um dia, o mundo girava, girava na velocidade da luz. E ela voava pelos ares. Via as luzes amarelas da cidade. E o céu estava manchado de azul escuro, apenas se via algumas estrelas. Os cavalos e carruagens andavam em círculos no carrossel. As pessoas andavam, divertiam-se. Mas ninguém via a Lua como essa moça, ninguém via as lágrimas dessa moça. Ela queria agarrar a Lua. Quem viu, pensou que tinha medo de altura. Mas lá dentro, a presença que doía. Presença da Bailarina. E ela só lágrimas. E ela só dor.
Ai, que desamor.

Inconstante, instável, incontrolável. E esses são só os 'is', ainda tem o alfabeto inteiro para descrever.

Comentários

Postagens mais visitadas