Sinal fechado.



Verde, amarelo, VERMELHO. Pareeee!

É que o sinal fechou,
E você não passou.
É que o mundo parou,
E você continuou.

É que eu caí,
E você só sorriu.
É que a flor desabrochou,
E tu esmagaste.

É que o coração murchou,
E não adiantou.
E que abandonou,
E não quis.

É que derreteu,
Os pensamentos.
E que acabou,
Todo o amor.
É que a vida,
Desaprovou-nos.

É que eu,
Entre milhões,
Escolhi te amar.
E que eu,
Decidi perdoar.
E que você,
Decidiu trair.

É que os ventos,
Voam com suas asas pelo vasto céu.
E a dor,
Decidiu contra-atacar.
Let it be,
 Eu falei.
Let it be, 
Falarei novamente.


É que a solidão,
Atirou-me - se atirou- em mim.
Não tive saída.

É que tudo isso seria menos complicado,
Com você junto de mim.

 É que o sinal fechou bem antes,
Subitamente num instante.
Ficou vermelho.
E lá,
As órbitas,
Toda a Via Láctea,
Sistema Solar,
Desalinhou-se.

É que infinitos suspiros,
Choros,
E arrepios,
Foram dados pela mulher.

E que ela soltou toda a sua dor,
E sua dor posta para fora,
Transformou-se em flor.
Pois sua dor,
Era tão inocente,
Tinha gosto de chiclete de hortelã,
Mas mascarada pelo veneno,
Tinha gosto de desamor.

E agora o sinal abriu,
e você não viu.
E ela partiu.

É que as sós,
Todos estão.
É que todos quebram,
E tu me quebraste.
Arrebentou.

E que de doce,
A solidão não tem nada.
E que de amargo,
O amor só tem você.

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