(Des)esperança.



Está tão inequívoco que poderia mudar por você. Que respeito o teu tempo, faço teus gostos. Que tento ser tua flor. Mas, olhe aqui, nunca foi fácil esperar todo esse tempo, nunca foi algo indolor. Foi algo inditoso, mas ainda sim, estou aqui. Erguida, apesar dos buracos que me fazem tropeçar no caminho. Minha indolência é o que mais me incomoda. Queria sair pro mundo, queria sorrir, ser feliz, me enebriar com amor. Mais não é qualquer amor, não é de outros, é o teu. Esse é o único que desejo, e me permito dizer, que para sempre será. Queria teus braços em volta de mim; minha forma de aconchego. Queria tudo terno, mais que terno, eterno. A ternura eterna. Queria tocar meus lábios macios nos teus, quando me sentisse vazia. E queria que retribuísse como o mesmo amor. Daria-te tudo que estivesse ao meu alcance, só pra ter-lhe aqui. Se fosse possível lhe daria uma estrela, pra sempre lembrares que a estrela que mais brilha em minhas noites é você. Seria assim, um sendo o refúgio do outro. Você me chamaria, eu correria até a janela. Olharia para cada centímetro do teu rosto, matando cada pequeno segundo que não passei ao teu lado. Sentaríamos na garagem, ficaríamos lá, eu e você, e o silêncio inconcusso. Olharíamos-nos, sabendo que cada milésimo de segundo ali passado estaríamos dizendo tudo um ao outro. Te tocaria de mansinho, colocaria tuas mãos sobre as minhas, e ficaríamos assim. Beijaríamos-nos enquanto a chuva estivesse caindo. Iria ser algo incessante, a intensidade desse nosso amor. Eu preservaria isso, oh céus, com a minha vida e alma. A imensidão seria complexa, um segredo. Dessa forma só nós dois entenderíamos. Imaginava nós dois assim, imagino. Eu cuidando de você, e você cuidando de mim. Ambos seríamos imanente um ao outro. Assim, me sentiria menos frágil, menos inábil. Me sentiria imune de todos os problemas. Sinceramente, não me importo tanto com a dor, essa parte é tão êfemera como o mundo. Sabe o que realmente me importa? Ter possibilidades, sinto falta delas. Algo que nunca tive, mas, mesmo assim, sinto falta. Tornei-me enferrujada, uma pessoa incomunicável, apática. E continuarei assim até você transformar o amargo em doce. Em compasso de espera, contando milésimos para para o destino me trazer você. Tu és minha sina. Assim, espero.

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