Bailarina: amor pra vida inteira


(...) Ma mort ballerine, votre danse j'adore ça. 
      Votre regard surpris.  
      Mon amour me consume
      c'est pour vous, 
      ce cœur effréné battre fou. (...)


É teu esse meu coração que orbita
Nessa órbita minúscula
De incertezas e rancores.
É teu o meu saber
Grande e esplêndida, Bailarina.

Teus passos são plumas,
Nenhum barulho se quer.
Teus olhos são buracos negros,
Que me convidam a entrar
Pra ver de perto
Essa alma.

Tudo é você,
Até o ar envolve teu cheiro de rosas
Pra me fazer viver.

Em suma, é prazer
De se ver,
De sentir.

És tu habitante noturna
Do céu que vasto de estrelas
Não se compara a tal encanto
Estrela preta
Brilha nesse instante
Que é constante
A beleza sem freio
O coração inebriado
Com presença
Com a dança

A dança que envolve
Que deixa rastros
Que deixa teu resquício
Um pouco mais de ti em mim.

Os teus cabelos,
O teu rosto,
Querer-te-ei por todo o eterno terno tempo.

Dança, dança pra mim Bailarina
Tira meu coração
Desse abismo sem tua cor
E me joga
Nessa tua teia
Cheia de flor (com amor).

Delicadeza é teu terceiro nome,
Ternura és teu adjetivo
E és meu sujeito oculto
Que não é tão oculto assim
Pois quero que todos saibam
Desse nosso amor.

Me consome
Só não me atire
Nesse vazio que és tua ausência.
Aparece para alegrar a noite,
Que tua presença é ardente.

Canta um cantiga de ninar,
E me balança nos teus braços
E me faz de refém dos teus defeitos
E me faz amante de tuas qualidades.

E me deixe tocar teu rosto,
Inocente, puro, translúcido.

Me bota pra dormir,
E vai pro teu lugar
Que é dentro de mim.

Esse amor, ah amor
Não silencia,
Quanto mais respiro
Mais vida cria.
É como dança
Que enquanto a música toca
Tem mais vivacidade.
E ah, amor,
Essa música acabou de começar.

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