Um possível adeus.



 Bailarina, eu nunca quis lhe dizer adeus, nunca esteve em meus planos. Eu nunca quis esconder as flores que comprei pra você e você nunca foi buscar, nunca. Mas agora tenho de ir embora. Oscilei entre a vida e a morte, e quero a vida. Você me trouxe a dor da perda, mais me ensinou muita coisa. Mas, olhe, você sempre estará aqui, mas tenho que ir em frente, procurar novas coisas, colher as flores de primavera, fazer um dicionário do significado de todas as flores segundo a era vitoriana, viajar, e, para ser sincera, aprender a amar.
Eu quero sentar em uma varanda, e respirar ar puro. Quero tirar a insanidade e promessas de suicídio da minha mente. Quero se aproximar do normal. Quero ser livre. Quero aparar os cardos do jardim, quero plantar amores, quero ser feliz sem muitas dores. Quero você ainda presente, mas adormecida. Assim lembrarei de você. Por todo o ''para sempre''.

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