Hoje a noite não tem luar.



 Alguém já parou para olhar a Lua hoje? Alguns irão colocar a cabeça para fora e olha-la, e não verão nada demais, apenas a Lua cheia, apesar de bonita, sem nenhum encanto. Mas ninguém olhará para a lua nessa dia como a moça ruivinha olha, com mistério, como se ela e a Lua tivessem um segredo guardado sobre as entranhas. E ela chora ao ver o vazio. Pois a um ano atrás se bordou o destino d'bailarina e da moça - do buraco negro e a Lua - e ela não aguenta a falta que faz d'quele dia em que tudo começou. O amor veio como um bola de canhão, mas quando atingiu-a foi como uma folha roçando sobre os pés descalços.
D'quele dia, que a Bailarina veio. Quando a Lua estava cheia e perto da Terra.
E hoje não poderá olhar para o céu, pois a ausência no mesmo vai faze-la morrer, desfalecer de desgosto.
E só um fato é fiel a ela hoje: A dor vai vir, e como nunca antes fez, vai a estraçalhar.
E eu, pobre d'eu, tudo que posso fazer é chorar.

(...)

 Bailarina, Doce Bailarina da Morte, eu olhei pro céu quando a Lua cheia quase tocava a Terra. Tu disse que nunca iria me abandonar. Mas eu olhei, e você não estava lá.. E agora? Tornar-me-ei num abismo - o principio de precipício - que não tem nada além.. nada. Por favor, eu suplico, volta e torna-me feliz feito aquele mesmo dia que é hoje, mas que aconteceu no ano passado. O paraíso, Senhor, não enxergo mais o paraíso. Daí-me fé outra vez. Eu não enxergo mais as estrelas, as luzes que eram tão ofuscantes se apagaram de súbito. E agora minhas lágrimas escorrem pelo céu. Enxugue-as, Bailarina. Só tu pode fazer com que elas parem de escorrer.

(...)

A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...


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