Vênus





Eu queria dizer àquela moça que estava às lágrimas na beira do cais que esperasse teu marujo um pouco mais. Pois o amor duraria mais do que ela achava capaz. Quem era eu? Um pobre moço sentimental, que vivia a olhar o horizonte a bordo de um navio sombrio. Eu olhava a Lua, e ela não estava lá. Eu pedia aos céus por paciência, por calma. E eu ficava nessa prosa infinita com meu próprio interior. O interior feito, decorado e bordado por ela.
Eu lhe falei tarde da noite, eu disse p'ra ser feliz, mesmo em minha ausência. Pois, meu bem, eu naveguei por todos os mares, experimentei todos os sabores, saboreei de todos os tipos, mais nada se compara a teus lábios nos meus, teu corpo frágil, tuas maças rosadas, teus cabelos ruivos... Nada é compável. Pra mim, tu és Vênus.

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