Essa minh'alma que tanto anseia,
fatigou-se de flores pisadas, desolações
e corações partidos com punhais

Sombras se posicionam no calar da noite
sugam-na até o último suspiro
estupenda dor
és a que sente.

Entrecortam-na esses espaços que fazem eco
mas quanto eco pode fazer dentro dum ser?
pois bem, dentro de si, o eco se alastra, degradavelmente
num derradeiro espaço-tempo.

As estrelas não brilham mais
Os pássaros não cantam mais
Tudo se desfez, virou cinzas,
Oh! Cinzas de Abril.

Como viver nesse eu-comigo para todo sempre
meus olhos transpassam amargura
sou cardo, meu bem

Misantropia,
maldita,
vida,
estúpida,
cheia
de
vazio.

Oh! E tua voz - teu fantasma - aparece mais uma vez
tão suave, bela, como uma seda
Um cetim, esplêndida.
oh, my killer, my lover.
Teu timbre que faz-me como louca
Provoca-me as mais temerosas e utópicas fantasias

E eu que tenho os sonhos mais belos e floridos,
sempre ao pôr-do-sol num campo com você
tenho que aparar as pétalas desse nefasto (esplêndido) amor.

Dói tanto em mim,
oh, são tantas as dores
desses amores
que viram desamores
que sempre me aparecem em Abril.

Respiro, aos soluços
curto, curto, longo, curto, longo,
meu mártir é do tamanho do céu
lastimo meu ser, cadáver grotesco

Contigo
(Florescem as tulipas,
eu floresço como margarida
não mais urze, e os cardos se aparam todos, queimados
mil-folhas curam-me
e o amor é como uma flor de Laranjeira).

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