...Só não deixa eu ser ninguém na sua vida.


Pudera eu, agarrar pelos dedos essas palavras traiçoeiras e esmaga-las. Pudera eu, pegá-las e transforma-las em poesia, pois são elas que me atormentam nessas noites de primavera. 
Pudera eu, ser poeta, ser uma boa pessoa, ter bordados de flores, ser bordada de flores.

(...)

Pudera eu, ser ar. 
Pudera ser teu par.

Ah! Pudera eu
debruçar-me na janela
da varanda
e esperar
tua doce
visita.

Ah! Pudera eu,
ser uma coadjuvante
da sua vida esplêndida,
minha vida.

Pois eu prefiro
ser alguém sem importância
do que ser nada 
para ti.

Posso até ser triste
mas posso conviver
conversando com minhas mãos
enquanto você está com outra
apesar de doer meu coração.

Ah! Pode até ser cruel
esse meu destino 
sem viver com você
juntinho
mas prefiro ser 
quem está perto de ti
mesmo sem saber. 

Ô, guri
eu prefiro ser
a que está no canto da sala
do que não estar
na sua vida. 

Eu não ligo

eu te sigo
e às vezes te ligo
só pra desligar
em seguida.

É, meu bem

eu poderia ser a toalha
que você se enxuga
só pra entrar em contato
com tua pele, 
 teu rosto.

E não querendo ser clichê

é que tudo isso vira
um filme de comédia romântica
em que você e ela são os personagens
principais
e eu - pobre d'eu
sou a garçonete da 
lanchonete
na esquina do bar
em que vocês se apaixonaram. 

Comentários

Postagens mais visitadas