Eu não tenho flores, disse a roseira.




Eu não tenho flores, 
porém dou-te o que tiver de mais bonito. 
Eu não tenho rosas, 
mas meu coração
parece ser da cor das rosas. 

Eu não tenho tulipas,

sou desajeitada
gosto muito de poesia lírica
e tenho medo de quase tudo
mas, meu amor, 
eu dou um jeito. 

Eu me aventuro

se for com você
roubo o tridente de Poseidon
se for por você
cultivo um jardim dentro de um quarto
se for para você ver 
e sorrir
roubo até o jardim de Perséfone
só por ti,
(pra sorrir).

Só promete me envolver

nesse seu mundo de 
desamores-e-veracidades. 
Pois esse amor transborda 
não cabe nas bordas. 

Esse amor de tulipa

meu coração é de flores, 
minha mente de metal
oh! Meu temporal.

É suficiente para você, oh meu bem

esse meu amor que embrulhei
numa caixinha pequenina
e mandei o carteiro entregar?

(Pois bem, se não for de seu agrado

eu procuro alguém
que queira bem
esse pobre coração flamejante
que queima de paixão por um outro coração 
tão cruel que o faz esperar
 pra amar!)

Mas, ó,

sou flor
se desejardes
sou dor
se provocar-me
mas nunca
desamor
pois sou contra qualquer coisa
que não tenha no meio
nós. 

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