... Sobre a saudade das tardes e noites ao seu lado.



Coração na mão como refrão de bolero, eu fui sincero como não se pode ser.. [...] É o fim do mundo todo dia da semana.

A alma
de tanto sonhar,
incompreendida.

O pássaro
de tanto cantar,
virou soneto
de bar.

A moça
de tanto amar,
interrompida.

Não pausa o samba
que hoje a dança
não pode parar.

Os olhos
de tanto transbordar,
mar.

A dor
de tanto passar
por tantos corações
se cansou.
A barraca
desarmou
O banco
desmontou
O mar
se arrastou

O vento
nos levou
pra bem longe

No cais
perdura o cheiro
de lágrimas
após a despedida.

Saudade
é apenas uma palavra
n'alma que um dia
teve vida
pra viver.

Morte, é o que digo
morte é viver sem te ter.

... Sobre a saudade,
eu digo que ela
se alastrou
e se saudade é morte
a vida nunca durou.

Solitários, longínquos
desse triste cantar
no fim da tarde;
não queremos nos amar.

Queremos
não o amor, propriamente dito,
mas a aventura
sem precedentes
não ter medo
é preciso.

Olha a Lua
olha pra ela
e lembra de mim
pois eu estou aqui
te olhando de longe, meu pequeno
e toda essa falha irá se consumir.

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