Oh, metade arrancada de mim...



Eu só decoro o buraco com flores...
E continuo fingindo o sorrir
Mesmo não querendo, mesmo não podendo.

Compelindo, arrastando
meu corpo inerte a próxima parada:
um bar, te encontro na primeira cadeira.

Garçom, traz aquele desapego
traz a salvação
dessa maldição (do coração).

E quando as flores já não adiantam,
eu jogo álcool puro
ameniza, amortece.... mas não passa.

Nunca passa, meu bem.
Mesmo queimando,
mesmo matando e rematando.

Esse buraco tem vida própria;

tem sua ausência.
Meu abismo tem seu nome, meu amor.
E eu continuo caindo...

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