C-A-I-O



Teu nome feito mel escorre por meus lábios.
Ah! Como gosto de pronuncia-lo...
apenas por dizer, por prazer
sussurra-lo.

O repito assim, separando as sílabas.

É que às vezes tudo parece tão irreal,
Ca-io!

E a angústia dos dias esperados consome...

mas teu nome... Ah! Teu nome!
Como uma prece, repito
nas noites solenes de Lua Crescente.
O amor de súbito, apareceu
feito um raio, meu bem,
meu Ca-io!

Lágrimas sob a cerejeira,

é tanto o pranto
das lacunas no peito...
(A urze floresce, com desrespeito)

Reflete pois, teu nome, um emaranhado de ternura

repousa dentro do peito como beija-flor pousa na flor,
com aconchego. E com desgosto, pronuncio ausência
de uma vez só.

E a saudade...

Dos olhos que não lembro
dos lábios que nunca toquei
da textura da pele e do toque
que de tanto tempo se perdeu no vento,
a sensação.

Oh! Mi amor,

Ca-io! Caio!
¡Oh, cómo te quiero!
Aquí, aquí y allá, en todas partes...

E por te querer, me perco,

fico presa
nas teias, a deriva
dos males da dor.

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