Douleur obscurcir la beauté de la nature



A água cristalina refletia os pés
girando na correnteza constante.
Pássaros cantavam a bela, mas triste, canção da melancolia
enquanto os cabelos acobreados tampavam o olhar...

Com os olhos tatuados de lágrimas secas,
póstumas, do então suicídio cotidiano
Olhou, mas não enxergava a beleza;
o cheiro de galhos secos
as árvores balançando.

Sentia, mas não lembrava como
apreciar de tanto
VAZIO.
                           (Vazio)

Fez-se silêncio, nem batimentos
deitou-se na relva
tirou os cabelos, lentamente apreensiva, do rosto apático
e imaginou como seria se a escuridão não a penetrasse com tanto ardor...

O Sol a ponto, os insetos zumbiam
a mão gélida e translúcida apalpava as folhas...
Onde será que está? Onde esteve? Onde estará? O véu,
a vida, a foice. O sorriso sempre obscurecido pela angústia...

O coração que está, mas não está
A alma, que antes era esplêndida
agora nada é, só foi...
E nunca mais será!

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