Abril: O abismo


Nós nos desgastamos aos poucos,
não sobrou nada. Nem o encanto.
Nem o coração palpitando.
Nem o telefonema. 
Pra quê servem os dias contados? 
A vontade se extinguiu. 

Tá tão vazio que nem sei mais. 
Nós se perdemos um do outro,
e não tem volta, amor. Nem sei
se um dia foi, só sei que morreu tudo
dentro de mim e foi assim o nosso fim:
o abismo entre dois solitários no meio de um botequim. 

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