Poema II: Breve monólogo sobre a saudade do meu bem

- Nada parece ser o suficiente
já que eu não estou do lado
de quem faz minha luz interior acender,
tão radiante. Tão forte que cega
quem não estiver preparado pra ver
a beleza do amor. Mesmo que esse mesmo
me cause tanta dor.
A sede de infinito fica bem maior
quando não estou perto do meu bem,
quando não posso mais lhe dar aquele abraço
que nos unia, mesmo separados por um murro
do tamanho da Muralha da China.
Afinal, ele está em mim como os 23 pares de cromossomos.
Ou como um órgão vital.
Meu bem, que tem Edgar Alan Poe gravado na pele,
és minha alma semelhante banhada em insanidade.
Sinto tanta saudade.
Queria mesmo é sussurrar poemas
do Neruda no seu ouvido ou
repousar minhas mãos sobre as suas e sentir que todo
o resto é só resto, sentir meu vulcão interior em plena atividade.
Meu bem, onde está sua mente?

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