Poema III: A ansiedade que consome

Retrocedendo os acontecimentos:
Eu sussurrando I Wanna Be Adored no seu ouvido no universo paralelo 
de insanidade feroz. Selvagem, porém puro, genuíno e doce, 
corda bamba entre os extremos de amor e ódio. 
Amor, amor, amor. Ressentimento. Incerteza.
Fui equivocada tantas vezes, fomos.
Mas nunca me equivoquei 
naquele momento de verdade
em que nossos corpos se encontravam 
no nosso abraço apertado. 
Eu sempre cantei a música da alma,
e segui o ritmo do meu coração-vulcão. 
Que oscila, sempre irá oscilar quando incerto.
Tento, então, seguir outro caminho
para bem longe da sintonia, do preenchimento do vazio, 
do amor com toda a ferocidade enfeitado de flores vermelhas
que rasgaram meu pulso várias e várias vezes como uma navalha. 
Mas só de pensar em sair desse mundo fantasioso
que eu criei na minha mente, dói tudo. Eu ficaria doente. 

O mundo que eu criei é tão mais bonito
do que toda essa mentira e dor, e ressentimento.
Esse mundo não precisa de máscara.
Eu sempre fui eu mesma, com as minhas várias camadas e oscilações.
Eu sempre digo a mesma coisa em versões diferentes
porque quero que entenda a importância que você tem.
Que é o meu bem, minha alma semelhante, e em sonhos, ah, meu amante.
Correndo o risco de ser taxada de obsessiva, psicótica, lhe digo, de uma
vez por todas: Eu amo você, eu quero você e nada, nada, nem mesmo
os mais de 2000km de distância vão fazer diferença ou vai 
fazer se dissipar as fagulhas que me escapam quando eu sinto
qualquer conexão, a conexão entre entrelinhas. 

Talvez eu só seja paranoica, talvez eu só queira que isso seja verdade como eu sinto que é. Uma confirmação, uma verdade absoluta. 
Eu só queria, meu bem, ah, como queria ser adorada por você. 

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