Amor-fronteira

Destrói-me constantemente esse danado
desse tal de amor. Por ser mais pesado
do que o fardo de Atlas; o mundo nas costas.
Por ser mais profundo que os confins não
explorados de todos os sete mares.
Pareço mais um equilibrista nesse amor-fronteira
entre o irreal (é ou não é?) e o real.
Sem previsão do lado que irá pender
beira a insanidade e sanidade em
apenas um milésimo de segundo.
O tal de amor me dá surtos incontroláveis
todas as vezes, controla meu corpo,
me sufoca com sua fumaça com
níveis tóxicos nunca vistos.
O amor, olha que quem tá dizendo é
meu coração irracional
que mais parece um desastre natural
quando decide se afeiçoar.
O amor, ah, esse aí é
minha Chernobyl.

O curioso é que a adrenalina de estar nas alturas
enche minhas veias, preenche o vazio
em pequenas doses homeopáticas.
Nem me importa a periculosidade nessa corda bamba
que é o amor, pois esses pequenos momentos
esses pequenos, pequeninhos
momentos de êxtase
me enchem de ternura.

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