Metáfora

Embora a claridade do luar que nos envolve queira nos tornar efêmeros
para morrer assim que o Sol surge no horizonte,
no dia seguinte fica a metáfora do cheiro intrinsecamente, guardado dentro de si,
na epiderme. O tremor causado pelas mãos que acariciam as maças do rosto adentram tão profundamente que fazem cócegas nos órgãos vitais e depois vão até os ossos.
A memória fica cheia de rasuras por lidar
com a turbulência de uma noite insana de ardor da chama que arde sem escrúpulos.
Fica um pouco de tudo, assim como
fica um pouco de mim em você, fica um pouco de você em mim.

O corpo entra em colapso ao toque que tanto ansiou,
as engrenagens do coração que estavam enferrujadas
ganharam óleo e voltaram a funcionar no mesmo ritmo
como se não tivesse havido distância e a ternura ainda
estivesse lá, finalmente, sendo exposta e abrindo feito pétalas de uma flor.

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